• cribeiro915

Design thinking: o que é e como aplicar em empresas de software


Design thinking é o design além da estética de serviços e produtos. O objetivo dessa abordagem é o pensamento criativo onde é possível organizar e gerar ideias através da inovação.


Essa tendência está cada vez mais se tornando o desejo das empresas, por conta da sua versatilidade e constante aprimoramento. Mesmo os gestores mais bem preparados podem ter dificuldades em buscar soluções mais criativas para problemas que podem nem ser tão complexos. Por conta disso, é importante implementar uma estrutura dentro da empresa que favoreça o pensamento criativo. O design thinking possibilita organizar e gerar ideias através de um pensamento crítico e criativo.


Mas afinal, o que é Design thinking e como relacioná-lo com a sua empresa de tecnologia? A resposta você vai encontrar no artigo abaixo. Confira!


O que é Design Thinking?


Design Thinking, como o próprio nome sugere, é o “pensar como um design”. É um contexto amplo e possui diversas vertentes. É a capacidade de usar métodos de design (projetistas, designers, criativos, etc) para diversas outras áreas, auxiliando na tomada de decisão, desenvolvimento de projetos e até em áreas da vida pessoal.


De forma mais simples, esse conceito difere daquela metodologia onde existe uma fórmula pronta ou um passo a passo a ser seguido. Ele utiliza de uma abordagem de pensamento criativo buscando soluções para o resultado final.


Um dos principais responsáveis por popularizar o design thinking foi Tim Brown, CEO da IDEO, uma das empresas mais famosas do mundo na área de design e inovação. No vídeo abaixo, o próprio Tim Brown fala um pouco mais do assunto para quem estiver interessado em trabalhar com design thinking.

Para que serve o Design Thinking?


O design thinking nos ajuda a ter um processo bem desenhado e que é altamente adaptável para criar algo. Auxilia muito em tomadas de decisões e principalmente em criações. É uma metodologia ampla e pode ser usada de diversas formas e em diversos contextos, em outras palavras: é um facilitador para resolução de problemas.


Ela cria as condições para aumentar a geração de insights da equipe, de forma com que haja o maior número de perspectivas diferentes para a solução de um problema.


Quais são as principais ferramentas e etapas do Design Thinking?


A principal ferramenta do design thinking é a capacidade de dar liberdade de não ser linear. Com isso, a capacidade e todo o conceito de prototipagem é validar e testar cada ideia, solução e hipótese sobre um determinado problema.


Frameworks e os boards, são as duas principais e mais usadas ferramentas, mas o mais importante é a lição e a liberdade de poder experimentar coisas e conseguir ter um fluxo bem definido de trabalho. Por exemplo ‘’começo aqui, texto aqui, termino aqui’’.

Algumas outras ferramentas que podem ser usadas no processo são:

  • Brainstorm (tempestade de ideias): estimula novas ideias e busca soluções diferentes e inovadoras através da criatividade dos colaboradores em uma dinâmica de grupo.

  • Mapas Mentais: são eficientes para desenvolver e organizar ideias. É baseado em ter uma visão mais completa e clara do processo criativo. Desta forma, é possível ter uma visão macro da demanda e ter insights mais precisos. Essa etapa se utiliza de recursos visuais como imagens, quadros, desenhos, cores, etc.

  • Cocriação com clientes: essa etapa está focada em experiência do usuário. Você integra o cliente no processo de desenvolvimento trazendo insights exclusivos.

  • Mapa de Empatia: focada em entender o que o cliente sente, vê, escuta, faz, fala, suas dores, entre outros, para ter um panorama da situação. É uma ferramenta muito utilizada já nas primeiras etapas do Design Thinking.


  • Storyboard: quadro que representa solução de forma visual e narrativa. Representação visual com o objetivo de comunicar uma ideia através de uma história.

As etapas do design thinking podem ser definidas como: empatia, definição, ideação, prototipação, teste e implementação. Cada etapa representa uma chave que agrega valor a todo o processo.


  • Empatia: Foca nas perspectivas dos usuários, observa suas ações, conhece suas necessidades e se coloca no lugar deles. Entende o que o cliente precisa e desenvolve soluções conforme a necessidade dele.

  • Definição: Esta etapa delineia o problema, utilizando o registro de necessidades e conhecimentos que foram descobertos durante a etapa de empatia. Essas informações serão compartilhadas com a equipe de desenvolvedores para que todos possam chegar ao mesmo ponto de vista. Aqui ferramentas como a criação de personas podem ajudar no processo, o que resultará em uma definição muito mais clara do problema.

  • Ideação: Com a definição concluída, devemos gerar ideias de solução. É hora de fazer o brainstorm com a equipe para gerar insights.

  • Prototipação: Depois de coletar a ideias e soluções no brainstorm, é o momento de fazer uma seleção mais rigorosa e escolher a melhor alternativa para resolver o problema. Um protótipo deve ser algo pequeno e simples, para que você possa aprender o que vai funcionar ou o que deve ser descartado.

  • Teste: Aqui as soluções que foram idealizadas e prototipadas serão validadas pelo usuário que deve ter liberdade para testar o protótipo. A partir da avaliação de uso, observação, questionamento e opinião, será possível perceber o que funcionou.

  • Implementação: Depois do teste, comentários e melhorias, chega o momento da materialização, junto com a equipe do que será entregue.

Vantagens do Design Thinking


O Design Thinking te convida e até te obriga de certa forma a sair do ‘’achismo’’. Você será confrontado pelas suas próprias ideias, precisará fazer protótipos delas, cada solução sua terá uma construção sólida e precisará responder aos requisitos necessários para resolver o problema em questão.


Para pessoas que têm muitas ideias o design thinking ajuda a organizá-las e, para as que não tem muitas ideias e muitas soluções, mas possui um ou muitos problemas, o design thinking dá a vantagem de conseguir ter novas ideias e caminhos criativos para solucioná-los.


Uma outra vantagem é que pouco a pouco você muda sua mentalidade e tudo vem de forma mais fácil e você já terá um modo operante de agir como ‘’Design Thinker’’

Mas o que isso representa no dia a dia da sua empresa?

  • Eficiência

  • Fidelização de profissionais engajados e envolvidos

  • Visão sistêmica

  • Baixo custo

  • Comunicação livre

  • Adaptação

Adotar o design thinking na sua empresa pode fazer muita diferença no seu negócio.


Como o Design Thinking pode ser aplicado em empresas de software?


A principal ferramenta do Design Thinking é justamente a capacidade de ter diversas ferramentas para solucionar problemas. Se você analisar que um software vem para solucionar uma dor ou para resolver um problema, a resposta está aí.


Muitas das vezes, temos muitas ideias e soluções, mas organizar isso de uma forma hierárquica e que faça sentido pode ser uma tarefa difícil e é aí que o design thinking se destaca. Ele ajuda os desenvolvedores de software a pensar como se fossem o usuário e saber o que ele espera em relação ao projeto/sistema.


Através do design thinking é possível obter ótimos resultados construtivos, utilizando gráficos, ‘’frameworks’’, fluxogramas, etc. Ele auxilia o P.O. na tomada de decisões e no famoso processo de ‘’Discovery’’.


Ajuda também o Tech lead a entender o fluxo da arquitetura, criando fluxogramas e utilizando frameworks para criar o desenvolvimento e passar para os demais desenvolvedores. Ajuda o time a ter um fluxo de entrega hábil, dinâmico, com processos e práticas bem definidas.


Conclusão


Cada problema pode ser melhor resolvido com criatividade e inovação. Implementar o design thinking como procedimento na empresa pode mudar o rumo do seu negócio.


No entanto, essas palavras, “criatividade” e “inovação” geram uma tensão quase bloqueadora naqueles que precisam dessas ferramentas para gerar soluções. O design thinking é uma metodologia a ser usada para ajudar nesse processo, tornando o caminhar da jornada mais criativo e inovador.


Nos negócios, é importante refletir se esse processo realmente funciona para seus colaboradores, seu projeto e seu negócio. Nesse sentido, todas as etapas do processo podem (e devem) ser adaptadas para produzir novos comportamentos e resultados que trarão melhor adaptação e desempenho da equipe.


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Autora: Caroline Ribeiro em colaboração com Fernando Alexei, designer de produtos na Keener.


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